Histórias de Parto 1 - Meu nascimento

Quando nascemos, nasce uma mãe, um pai, uma família

Tuly

2/26/202613 min read

Minha mãe conta a história do meu nascimento até hoje. "Fomos buscar a parteira lá na casa da Tutcha, quase que você nasceu no sofá dela". Ai quando veio a parteira, depois que a bolsa rompeu foram 40 minutos. "Ai que a dor veio mesmo, até ali eu não tava com dor, mas sofri depois que a bolsa rompeu. Doeu muito, mas foi rápido depois, depois que a bolsa estoura é que a coisa fica doida".

Dona Purciliana era uma parteira tradicional, benzedeira que partejou todo mundo aqui onde eu nasci, éra muito comum parto em casa. "Só cobrava doação, só isso, e trazia os óleos dela, fazia as massagens e fazia tudo que precisava, até romper bolsa ela rompia, só não costurava, se precisasse costurar precisava chamar o médico". Ficava me perguntando o porque parir com parteira. "Éra muito diferente parir com médico e parteira?", perguntei. "Ahh o médico só fica lá parado olhando" risos, "A parteira pega, massageia, tras a força, reza, muito diferente". Dona Purciliana não era só parteira mas benzedeira também, minha mãe levava a gente para se benzer com ela, para qualquer mau, para qualquer doença, antes iamos na benzedeira e não por último. Ela era a médica da comunidade, o que ela não conseguiria resolver, ai então iriamos para o médico, e primeiro era médico homeopata, depois alopata. Nessa ordem, benzedeira, homeopata e alopata e não ao contrário, minha mãe e minha avó acreditavam que o corpo tem perfeição, ele se conserta, se não consegue, ai então a natureza e a fé o conseguem restabelecer seu normal, saudável e quando não conseguem ai então um médico pode ajudar.

Vi meu primeiro parto em 1987 do começo ao fim, um ano antes nascia meu primo, mas não me deixaram entrar no quarto, mas dessa vez sim, minha irmã nascia pelas mãos de Dona Purciliana, finalmente vi ela em ação, eu tinha 5 anos. Era tarde da noite e acordei com as vozes no andar debaixo, olhei para o teto e estava escuro, olhei em volta nas paredes de tijolo,ouvi os grilos e sapos coachando, vi que estava sozinha no quarto da minha mãe, caminhei até a escada, estreita, de madeira e vi a movimentação logo embaixo, no quarto embaixo da escada, tive receio, me pareceu proibido, intimo, todos trabalhavam em silêncio, senti que não era pra mim, que não pertencia àquele momento, um gemido e respirações intimas. Virei e estava voltando pra cama dos meus pais, deitei e fechei os olhos foi então quando eu senti algo poderoso, ouvi barulhos de explosões, como se milhares de fogos de artifícios explodissem ao mesmo tempo, nesse momento ouvi as vozes de comemoração, um arrepio frio de emoção e espanto me percorreu, desci e lá estava ela, recém parida, pacotinho de bem viver, minha irmã, cheia de vernix e úmida. Olhei ao redor e vi uma bacia de instrumentos da parteira, alcool, algodão, tesoura. Ficou na minha memória aquilo, o cheiro de erva. Encostei na pequena e me apaixonei, não só por ter uma irmã, mas pelo fato de um ser humano virar dois, ou dois virarem três. Depois perguntei para minha mãe, o que eram aquelas explosões todas, se tinha explodido algo e minha mãe me disse que havia barulho, mas não houveram explosões.

Até hoje eu acho que era, quando o espirito da minha irmã ancorou nesse mundo, que naquele momento eu ouvi o portal do nascimento se abrindo e segundos depois ela nasceu. A mesma sensação que eu sinto a cada nascimento que eu testemunho. Exatamente a mesma sensação. De que algo divino ancora na terra, como se um anjo descesse dos céus e se enroscasse a um corpo e que esse ser, fagulha de luz, precisa de um portal para descer e esse portal é o portal que a parteira guarda, honra e testemunha mantendo a egrégora daquele sagrado e quando ela entendia, o que precisava estimular ou conter, ela facilitava esse momento, guardava, mas não de maneira passiva, mas ativa, atraves da escuta daquele corpo, daquele ambiente, ela não deixava nenhum homem estar, ela entendia naquele momento que era um lugar de mulheres, meu pai não podia ver os nascimentos. E era assim que ela conduzia. Não é bom nem ruim, mas uma escolha daquela parteira. Para o que ela acredita ser o guardar daquele momento. E foi assim o primeiro chamado para mim da parteria ancestral.

Cresci no meio da floresta, tomando banho de cachoeira e comendo fruta do pé, correndo de pé descalço. "A televisão deixa a cara quadrada", minha mãe dizia. "Vão tomar um banho de rio". Depois de um tanto de discordância, corriamos lá pra fora e inventavamos algo pra fazer, muita corrida, muito nadar, muito inventar brincadeiras. Qualquer dor de qualquer coisa, lá vinha minha mãe, com chá e própolis. Tanchagem pra gripe, pra inflamação, pra tudo. Infância com gosto de mato, de fruta fresca roubada do vizinho, de fazer barco de papel pra jogar na enchurrada, gosto de mel, de própolis e de tudo que vinha da abelha. Meus pais trabalhavam como apicultores durante um tempo, então era mel pra tudo, quando estava com fome, jogava limão no mel e comia de colher e ficava sonhando com doces que as vezes a gente não tinha, achando que ter doce industrializado, que era riqueza, que era bom. Depois de toda fornada de pão de mel que minha mãe fazia com a gente, não só lambia os potes da massa crua, mas lambia a travessa de chocolate derretido que sobrava. Ela deixava a gente comer pão de mel a vontade, sem muquiranice, comi tanto pão de mel, mas tanto, que chegava a enjoar. Levava pra escola, pros amigos escondido. Um dia um menino que achava legal me disse que, se eu levasse 10 pães pra ele, ele seria meu amigo pra vida toda. Achei engraçado, ele era engraçado, então levei... É meu amigo até hoje. Fazem mais de 30 anos isso. E hoje ele também é terapeuta integrativo, se encontrou na acupuntura, acredito que quem experiementa daquilo que é natural e de verdade, nunca mais fica o mesmo, aquilo entra no estilo de vida e a pessoa se transforma, obviamente não estou falando aqui dos pães de mel, mas de crescer na natureza, no campo, no sítio isso muda a gente, no nosso centro, nos nossos valores. Uma amiga minha me falou que aprendeu a comer salada com a minha mãe, que depois de conviver conosco durante decadas, aquilo mudou a maneira que ela come, que ela pensa sobre a alimentação, sobre nutrição e que hoje tenta ensinar aos filhos os mesmos valores.

Crescemos com a minha avó falando coisas ruins do sistema de saúde convencional, com um forte sotaque estrangeiro, "ésta coisa é horrorroza", ela havia perdido um primo para a vacina, então eram as histórias que ouviamos, aprendi a ter medo do convencional do biomédico, obviamente muita coisa mudou, mas ela me ensinou a questionar o sistema. Ela era jornalista, com ela aprendi a ler, me deu o Mogli o menino lobo pra ler e a cada 10 páginas ela me perguntava o que eu havia entendido, e se não havia entendido deveria voltar e ler tudo denovo. Ela lia 2 livros por semana, em 5 linguas diferentes, Inglês, Francês, Português, Holandês, Indonésio. Ela nasceu na Indonésia em 1919, foi presa por publicar artigos anti-nazistas antes da guerra, enquanto o governo indonésio ainda achava que os alemães e Japoneses eram aliados deles... quando a guerra começou o pai dela Achile Webber era dono de uma jornal e ainda publicava artigos anti-nazistas, e todo mês abria o jornal com outro nome, para que continuasse publicando as matérias, e assim a prenderam para conseguir chegar em Achile. Ela foi torturada durante 1 ano inteiro e nunca entregou o próprio pai. Até que a soltaram sem ela entender o porque. E logo a prenderam denovo, por distribuir cartas da resistência de dentro do campo de concentração, aos companheiros de fora, e assim ela ficou até o fim da guerra.

Durante o tempo do campo de concentração elas dançavam, danças modernas com uma professora que também estava lá Labam era o estilo que elas escolheram, em meio as cercas de arame farpado e a falta de comida elas dançavam, e com muito tempo de sobra elas criavam juntas, se apoiavam e usavam o tempo. Minha avó era vegetariana desde o 7 anos, então mesmo lá ela não comia carne e só comia o pão e dava a carne a um filhote de cachorro que carregava no bolso, se vocês conhecessem ela saberiam que nada mais Nini de se fazer. Depois da guerra elas foram atrás de um empresário para o grupo de dança e assim conheceram meu avô. Logo após o fim da guerra eles abandonaram a Indonésia juntos, a colonização holandesa acabou e meu avô foi expulso por ser holandês, perdeu suas terras, ótimo para o país, ruim para eles. Eles chegaram no sítio deles ainda na indonésia e havia um coronel lá que os impediram de entrar. "Esse sítio não é de vocês, esse sítio é meu". "Não dava para ficar lá, fomos embora para India". Após um ano na India receberam uma proposta de emprego pelo Conde Matarazzo em Minas Gerais e para o Brasil vieram de navio. E nunca mais sairam daqui. Tiveram 3 filhas, a minha mãe era a mais nova. Quando ela tinha 7 anos o meu avô morreu, e foram morar em juquitiba, num sítio recém comprado com uma casa de pau a pique, na beira de uma represa, minha avó ia todo dia para São Paulo dar aulas de Inglês e voltava a noite, pegava três onibus para ir e três para voltar. As 3 meninas ficavam em casa, no sítio, aprendendo a viver, se desenvolver e entrar em contato com a natureza ao seu redor, sem luz elétrica, com água de mina, vacas, cavalos e espaço para se conectarem com a natureza ao seu redor.

Quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, colhi minha primeira cenoura, lavei na água do rio e comi, não gostava de cenoura até então, achava sem graça, mas nesse momento algo aconteceu, ela se tornou adocicada e mais crocante, nunca mais parei de comer cenouras. Com 7 anos eu ajudava a minha mãe a colher as verduras da horta e meu pai perguntou a um amigo que tinha uma banca na feira, se eu podia vender as verduras lá. Foi assim que eu trabalhei pela primeira vez, vendi todo meu estoque, antes mesmo do que o dono da banca, e ele me pagou pelo que eu vendi, fez piada dizendo que eu vendia melhor que ele e que se eu continuasse eu iria fali-lo. Eu pensei... "Quem diria não a uma menina de 7 anos?" Nunca mais me permitiu vender verduras na banca dele. Rs.

Eu adorei essa fase em que viviamos do que colhiamos, mesmo meu pai trabalhando muito e quase não estando perto de nós, até que um dia meu pai estava reclamando da falta de dinheiro, ele não queria viver mais de eventos. Meu pai montava stands para eventos em feiras de exposição, foi então que eu, meu irmão e um amigo, pegamos um pote de mel e fomos para a entrada do sítio e ofereciamos para cada carro que passava... então parou um carro, nos deu dinheiro pelo quilo de mel, e outro carro e outro e quando vimos, a caixa estava vazia. Chegamos com o dinheiro na mão e meu pai entendeu, que poderia ser um meio de ganhar dinheiro, começou a se dedicar só a isso e então tínhamos meu pai por perto até que enfim, ele viajava muito e dormia pouco antes disso e estava sempre muito estressado por trabalho. Qaundo tivemos meu pai por perto foi a fase mais feliz que eu tive em família, no fim de semana eu ajudava na banca de mel, na entrada do sítio. E durante a semana eu ajudava eles a centrifugar, embalar e limpar tudo e obviamente, meu trabalho preferido... assar pães de mel. Não iamos ao apiário por razões obvias. rsrsrs. Mas queriamos ajudar em tudo mais. Nesse momento da minha vida entendi o que significava ser útil e a felicidade que isso trás, trabalhar e ajudar em casa. Obviamente brincávamos muito e nenhum trabalho era obrigatório, mas nos deixávam participar, se quiséssemos, quando queríamos. Muitas vezes dormi antes de dar o horário de centrifugar o mel (sempre era feito a noite porque nesse horário as abelhas não sentiam o cheiro e nos deixavam em paz) e quando eu dormia ninguém ia me acordar, sempre fomos vistos como crianças mesmo, se estivessemos com vontade de ficar e ajudar, ótimo, se quisessemos dormir e não fazer nada, ótimo também. Fui apenas algumas vezes no apiário, eu era pequena demais para as roupas e não era forte suficiente para segurar as caixas. Então atrapalhava mais que ajudava. Assistia todo o processo muito atentamente. E aprendi muito sobre abelhas, sobre todos os produtos que poderiamos ter de cada medicina.

Eramos em três filhos até os meus doze anos, um irmão, dois anos mais velho, eu e uma irmã caçula, cinco anos mais nova. Ai a minha mãe engravidou denovo. E muita coisa mudou. Meu pai voltou a trabalhar com eventos e ficamos longe novamente. Mas então ganhamos um presente, a gestação da minha mãe. Foi a primeira gestação que eu acompanhei do começo ao fim, meu segundo chamado para a parteria ancestral. Eu já era mais velha e percebi os desejos dela, a barriga crescendo e os primeiros chutes, eu secretamente queria outra irmã, enquanto algumas pessoas falavam em ser um menino, eu queria muito uma irmã. Fui com minha mãe no primeiro e único ultrassom que ela teve. E era uma menina realmente. Algumas semanas depois estava indo para a escola e pedi para minha mãe jurar que se o trabalho de parto começasse, minha avó iria me buscar, para eu acompanhar tudo. Queria ver ela nascer, queria estar lá. Quando deu 17:30 do dia 23 de maio de 1994, a minha avó apareceu na porta da minha sala de aula, eu joguei tudo na mochila e corri para fora. Fomos direto para o hospital da cidade, minha avó brigou, para eu poder entrar, mesmo a minha mãe estando sozinha lá, mas não deixaram, saímos chorando de lá. Eu queria muito ver minha irmã nascer, como já havia visto antes. Mas não pude. Quase não dormi aquela noite.

No dia seguinte assim que o pronto socorro abriu estavamos lá, eu e minha avó, eu queria entrar e conhecer a minha irmã, ainda assim, não deixaram. Então a minha avó virou pra mim e piscou. Ela agachou e olhou nos meus olhos e disse: "Eu distraio e você corre". Então fizemos assim... Ela puxou papo com o segurança e eu entrei na ala da maternidade, enquanto ela distraia ele. Fui entrando em cada sala, tomando cuidado para ninguem me ver, pois não era permitido crianças naquele andar. Até que achei o quarto conjunto de pós-parto e minha mãe. Ela estava numa cama no canto esquerdo e minha irmã estava embrulhada com duas bochechas gigantes e eu perguntei se tava tudo bem. Ela me disse que foi intenso mas que deu tudo certo, ficamos lá as duas admirando novamente, quando um ser humano vira dois... ou melhor, quando dois viram três. As lágrimas rolaram aquele dia, assim como hoje, de me lembrar do milagre da vida da minha irmã ainda rolam. O sagrado bem na minha frente. Foi então a primeira vez que ouvi a hitória de um parto hospitalar. Você deve estar se perguntando... Porque após 3 partos domiciliares ela decidiu um parto hospitalar? Será que finalmente entendeu que a medicina tem seu lugar?

Na verdade o que aconteceu foi que a parteira da comunidade não estava mais atendendo. O marido dela havia falecido e ela não se sentia mais apta a atender partos, todo mundo se aposenta, e com ela também foi assim. Em algum momento as parteiras precisam que alguem da comunidade que segure sua bolsa, e naquela situação ninguém se apresentou, ninguém tomou seu lugar de parteira comunitária, embora eu inconscientemente quisesse desde os meus 4 anos quando minha tia teve meu primo em casa e ninguém me deixou estar na sala... eu ainda era pequena para entender, que era esse chamado já chegando devagar. Para mim era normal parir em casa. E muito estranho quando minha mãe me contou do parto que ela teve no hospital.

"Estava demorando"..ela disse. Ja tinha sido umas duas horas depois da bolsa romper e nada ainda. Minha mãe tinha partos muito rápidos, só sentia dor após a bolsa romper, eu nasci 40 minutos depois disso e já haviam duas horas e nada da minha irmã. Doutora Claudia estava pacientemente esperando, foi então que um médico colombiano veio e perguntou se podia ajudar. Doutora Claudia e minha mãe, então consentiram. Foi então que ele realizou a manobra de Kristeler e minha irmã nasceu. "Que bom que ele estava lá para ajudar". Minha mãe disse. Facilitou e ela nasceu logo em seguida. Para quem não sabe Kristeler é uma passada de braço acima do fundo do útero que força o bebê para baixo, se o bebê está bem posicionado ele desce e nasce, se não tiver bem posicionado, ele então se entorta ainda mais e pode até se machucar, ou então a força excessiva da manobra pode causar uma laceração e outras coisas. Por isso ela é proibida em alguns países, e contra indicada em qualquer hipótese. Mas pelo relato da minha mãe nessa situação ela resolveu o problema, minha irmã estava bem posicionada eu penso, ela era grande 4.500g talvez por isso precisaria de um pouco mais de tempo para nascer.

O que eu entendo ao longo dos anos trabalhando com isso, é que, só quem estava lá que pode de verdade julgar ou entender a conduta. O que eu sei é que cientificamente a manobra é contraindicada por trazer mais riscos, do que benefícios. Sorte a nossa que tudo estava bem então. Mas um bom manejo não deve depender de sorte, mas de evidência clara de benefício. Se chegamos ao fim de uma história e dizemos "que sorte estar tudo bem". É porque a conduta foi mau direcionada. Um bom atendimento, não deve só contar com a sorte. Mas com evidência robusta de fatos, que nos dizem que conduta ter. Isso é uma verdade que atravessa gerações. Não importa em que ambiente decidimos parir. Evidência é sempre nossa aliada. E obviamente todos os presentes, talvez não tivessem as informações que temos hoje, e nisso a ciencia é sempre bem vinda, trazer informação de qualidade. Mas era o que tinha, para aquele dia. E então mesmo que inconscientemente, eu comecei a fazer perguntas, na minha prórpia cabeça.. que demorariam décadas para serem respondidas, porque então alguns bebês sofrem manobras e outros não? E então aos doze anos, minha mente científica, investigativa estava se formando. E minha impressão de partos hospitalares também. E que na verdade depois disso pouco mudaram, tanto a minha visão da parteria ancestral, quanto a minha visão de condutas hospitalares. Na dúvida sempre tenho dois aconselhadores, um em cada ombro, do lado direito tenho sempre as evidências cientificas, e do outro o meu instinto e confiança na fisiologia do parto. E meu desafio é não deixar nenhum dos dois serem mais forte. Sempre ouvir o corpo e sempre entender riscos reais que podem causar problemas ou nos apoiar em nossos instintos. E assim a parteria contemporânea nasceu na minha cabeça e no meu coração, esses primeiros partos moldaram o que eu sou hoje. Mas muitas outras histórias ainda virão.